Instituto Cervantes_Brasil_Distrito Federal_Violonista Alirio Camacaro_Venezuelano_Projeto GUITARRÍSIMO_26 de fevereiro de 2010.

fevereiro 18, 2010
Instituto Cervantes Brasília.Cervantes.es

Alirio Camacaro.

Flyer



Brasília.Cervantes.es


Brasília, 17 de fevereiro de 2010

O Instituto Cervantes apresenta a abertura da temporada 2010 do Projeto GUITARRÍSIMO

com Alirio CamacaroSexta-feira, 26/02, 20h
Espaço Cultural Instituto Cervantes
SEPS 707/907 conj. D, Asa Sul
Informações: (61) 3242-0603

Entrada Franca
Retirar entradas nos dias 25 e 26/02 das 8h às 21h na secretaria do Instituto Cervantes
Não indicado para menores de 10 anos

Alirio Camacaro
* clique na imagem e amplie em alta resolução para download
A série Guitarrísimo estréia no próximo dia 26 de fevereiro, sexta-feira, sua edição 2010 em Brasília, com o repertório eclético do violonista Alirio Camacaro.Venezuelano, Camacaro é radicado em Madrid desde 1980. Começou seus estudos musicais na Universidad de los Andes, posteriormente na Escola Superior de Música de Caracas. Na Espanha, estudou no Real Conservatório Superior de Música de Madrid. Atuou como solista em importantes salas de concerto na Europa, América e recentemente, Ásia, onde obteve um enorme sucesso no Japão, Taiwan e Coréia do Sul. Países nos quais a guitarra desperta autêntica paixão. Tocou como convidado em vários festivais de violão clássico na Grã Bretanha, Espanha, Itália e Venezuela.

Promovida pelo Instituto Cervantes, a série Guitarrísimo é responsável por trazer ao Brasil grandes nomes da música clássica contemporânea espanhola e já se tornou cativa na programação erudita de Brasília e de outras cidades brasileiras.Para o concerto de estréia em única apresentação no auditório do Instituto Cervantes, dia 26 de fevereiro, às 20h, o violonista preparou um recital que mescla clássicos da música erudita de diferentes autorias. Compositores de renome como Heitor Villalobos, Isaac Albéniz e Manuel de Falla têm presença confirmada no repertório de Camacaro.
PROGRAMA

I PARTE

Tema variado y Finale  …………………………………   Manuel Ponce

Suite Venezolana  ………………………………………..   Antonio Lauro

Registro

Danza negra

Canción

Vals

Preludios nº2 y nº5  …………………………………….    H .Villalobos

II PARTE

Torre Bermeja  ………………………………………….    Isaac Albéniz

Fandanguillo …………………………………………….    Joaquín Turina

Sonatina  ………………………………………………….    F. Moreno Torroba

Alegretto

Andante

Allegro

Escute em http://www.myspace.com/aliriocamacaro
______________________________________________________________________________


Clique na imagem abaixo para ampliar a programação:

CONTATOS E INFORMAÇÕESINSTITUTO CERVANTES DE BRASÍLIA
SEPS 707/907 – Conj. D
70390-078 Brasilia – DF
http://brasilia.cervantes.es

Mônica Barcelos
Gestora Cultural

Tel.: (0055) 61 3242 0603
Cel.:(0055) 61 8129 0776
Fax: (0055) 61 3443 7828
e-mail: cultbras@cervantes.es

Cris Cavalli
Assessoria de Imprensa

Cel.: (0055) 61 8422 3045
gtalk: criscavalli@gmail.com
msn: criscavalli@hotmail.com
e-mail: imprensa.brasilia@cervantes.es

Anúncios

Auto do Pesadelo de Dom Bosco_Estreia da ÓPERA DE RUA_Maestro Jorge Antunes_Praça Vermelha do Conic.

fevereiro 18, 2010

O Maestro Jorge Antunes escreveu nova ópera, em novo gênero a que ele chama “Ópera de Rua”.
Ela será estreada no próximo dia 20 de fevereiro, às 16 horas, na Praça Vermelha do Conic, em Brasília, com entrada franca.

TÍTULO DA ÓPERA:
Auto do Pesadelo de Dom Bosco

A obra se constitui em uma atividade cultural na rua, em trabalho de democratização da cultura, de estetização da prática da cidadania, de contestação e de crítica e protesto contra a corrupção local nos poderes constituídos.
O libreto completo está em:
http://www.americasnet.com.br/antunes/opera-de-rua

O enredo se passa num Tribunal da Idade Média, com o julgamento de corruptos. O Juiz dá direito de defesa a todos. O povo se inflama e acusa. Todos são condenados.
A linguagem musical usa o modalismo, alternando estéticas medieval e nordestina.
Galhardas e Motetos se alternam a Baiões e Repentes. A proposta recupera as atuações de menestréis e cantadores na rua, mesclando erudito e popular.

O grupo que apresentará a ópera de rua é formado de mais de 70 pessoas, com cantores, músicos instrumentistas, coristas e dançarinos.

Eis o elenco completo:

Meirinho – JORGE ANTUNES, regente
Juiz Voxprópolis – MARCOS GEVANO ZELAYA, barítono
Burgomestre Leo Bardo Pro-Dente – YONARÉ BARROS, tenor
Monarca Xaró Parruda – THIAGO ROCHA, barítono
Suserano Paul Batávio – MARCOS SFREDO, tenor
Vassalo Borval da Bóza, HUGO LEMOS, barítono-baixo
Ioarrín Kouriz, Rei do Gado, Senhor da Bezerra d’Ouro – TIMM MARTINS, barítono
Bruxa Ouvides Grito – KARINA MARTINS, mezzo-soprano
Reverendo Benedictus Dormindo – THIAGO ROCHA, barítono
Príncipe Augustus Baralho – RAPHAEL FREITAS, tenor
Vassalo Rogê Rolíces – REULER FERREIRA, tenor
Gran Vizir Ben no Início Tavares – EDUARDO CARVALHO, barítono
Truão Pônei Nêmer – EMMANUEL MOREIRA, tenor
Vassalo O Vilão Aires – MARCOS SFREDO, tenor
Reverendo Júnior Embromélli – TIMM MARTINS, barítono

ORQUESTRA
Flauta e flautim – Sidnei Maia
Clarinete – Felix Alonso
Clarone – Fernando Henrique Machado
Violinos – Marcus Lisbôa Antunes e Renata Tavares Linhares
Violões – Álvaro Henrique e Luiz Duarte
Tiorba – Diogo Queiroz
Teclado – Rênio Quintas
Baixo elétrico – Roberto Pimentel (Bob Py)
Percussão – Carlos Augusto (Carlitos) e Éveri Sirac

GRUPO DE DANÇA
“LE ROI DANSE”
Coreografia – Maria do Carmo Poggi Merino (diretora do ballet Ettude Seasons)
Bailarinos – Daniela Aguiar, Paula Abreu, Karla Bortoni, Thomas Cortes, Miguel Vieira, Yuri Briedes

CORO DO POVO
Ada-Karin Salomão, Alan Viggiano, Caroline Chahini, Celso Alcântara Alcântara, Christiane Dantas, Claudia Bugarin, Cleiniva, Daniela Fioravanti, Desine Alves, Dolores Pierson, Edna Sueli Zschaber Mavgnier de Castro, Eliane Ribeiro Alexandre, Elisabete de Almeida, Elizabeth Azeredo, Ioleth Porto, Jane-Maria Araujo, João Mendonça de Amorim Filho, Karina Cury, Luana Benício Elizabeth Paes Jardim, Luiz Ribeiro,  Marcia Regina Santos, Maria Arnete, Maria Coeli de Almeida Vasconcellos, Mariléia Costa Mauro, Norita Portilho, Nena Medeiros, Niamara Nascimento, Paulo Cesar Farias Ferreira, Sonia Palhares Marinho, Sandra Michelli Gomes, Rejane Bezerrra, Rosana de Cássia Alves da Silva, Renata Borges, Thais Silva Cordeiro, Valéria Almeida, Wilma Ramos.

SERVIÇO:
Auto do pesadelo de Dom Bosco
ópera de rua, em um ato, de Jorge Antunes
Praça Vermelha- Ary Para-Raios / CONIC – Brasília – DF
20 de fevereiro de 2010, 16 horas
Entrada franca
Classificação etária: livre.

Libreto:

AUTO DO PESADELO DE DOM BOSCO

(Ópera de Rua, em um ato)

música e libreto de Jorge Antunes

Cenário:

Mesa, à qual se sentará o Juiz Voxprópolis. Este estará munido de um martelo de madeira.

Um engradado, representando as celas de uma prisão.

Personagens:

Meirinho, ator

Juiz Voxprópolis, ator-cantor

Burgomestre Leo Bardo Pro-Dente, tenor

Monarca Xaró Parruda, barítono

Suserano Paul Batávio, tenor

Ioarrín Kouriz, Rei do Gado, Senhor da Bezerra d’Ouro, barítono

Reverendo Júnior Embromélli, barítono

Reverendo Benedictus Dormindo, barítono

Gran Vizir Ben no Início Tavares, barítono

Príncipe Augustus Baralho, tenor

Bruxa Ouvides Grito, mezzo-soprano

Vassalo O Vilão Aires, tenor

Vassalo Rogê Rolíces, tenor

Vassalo Borval da Bóza, barítono-baixo

Truão Pônei Nêmer, tenor

Coro do Povo (entre 15 e 20 pessoas, homens e mulheres)

ATO ÚNICO

Meirinho (em tom solene) O Senhor Juiz Voxprópolis! Todos de pé!

Juiz Voxprópolis (entrando, sentando-se à mesa) –          Cada um aqui trazido,

essa gente toda presa,

vê o povo enfurecido

assustado de surpresa.

A revolta é algo novo,

a Justiça é chama acesa.

Defendemos este povo,

esta massa indefesa.

Não seremos extremados

dirigindo esta mesa.

Eu garanto aos acusados

o direito de defesa.

Dou agora a marretada.

(bate com o martelo na mesa)

Veredito, vem após.

A palavra então é dada

para cada um de vós.

Meirinho – O primeiro acusado, desonesto e indecente: Burgomestre Leo Bardo Pro-Dente!

Coro do Povo – Burgomestre é prudente,

gosta de por nossa grana na meia.

Isso é coisa indecente,

ele merece é ir pra cadeia,

cadeia, cadeia, cadeia, cadeia, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Burgomestre

Leo Bardo Pro-Dente –                     Essa gente me maltrata,

essa gente pisoteia.

Não mereço a chibata,

não mereço a cadeia.

Vejo tanto manifesto,

essa gente alardeia.

Eu não roubo, sou honesto,

eu não tomo coisa alheia.

O monarca me chamou,

fui no canto da sereia.

Um esperto me filmou

e a coisa ficou feia.

A minh’alma é pura e bela,

tenho sangue bom na veia.

Sou prudente com cautela,

causa justa me norteia.

Minha conta lá no banco

tem milhões, está bem cheia.

Só trabalho. Sou bem franco:

Pouca grana pus na meia.

Meirinho – Eis mais outro acusado, o da sujeira graúda: o Monarca Xaró Parruda!

Coro do Povo – Este Rei Xaró Parruda

pega dinheiro, gorjetas e agrados.

Do poder jamais desgruda,

ele merece trabalhos forçados,

forçados, forçados, forçados, forçados, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Monarca Xaró Parruda –                 Eu venci de modo fácil,

eu cheguei como um ciclone.

Cada pobre no palácio

ganha leite e panetone.

Nem aqui e nem na China

vai ter lei que me destrone.

Com a grana da propina

distribuo panetone.

Quando eu falo pro povão

eu rebento o microfone.

Cada pobre é como um cão

esperando um panetone.

Quando o pobre vê promessa

bota a boca no trombone.

Distribuo bem depressa

um montão de panetone.

Mesmo assim com a tortura,

mesmo que eu decepcione,

vou mudar a conjuntura

com meu choro e o panetone.

Meirinho – Eis o outro acusado leviano: Paul Batávio, o Suserano!

Coro do Povo – Paul Batávio, o Suserano,

em cada feito ganhou comissão.

Isso é coisa de tirano,

ele merece é ir pra prisão,

prisão, prisão, prisão, prisão, prisão, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Suserano Paul Batávio –                   Sou um grande construtor,

eu não sou um cafajeste.

Meu reinado é puro amor,

sou um líder inconteste.

Nesta terra bruta eu fiz

prédios rumo ao céu celeste.

Todo mundo agora diz:

Viva o Rei do Centro-Oeste!

Eu não quero essa peleja

que parece um faroeste.

Que o povo me eleja

pra fazer o Noroeste.

Em respeito a seu protesto,

que essa gente faça o teste:

poderei lhes dar o resto

da propina que me reste.

Meirinho – Eis mais um acusado, figura perniciosa: o Vassalo Borval da Bóza!

Coro do Povo – O vassalo cineasta,

lá no passado já foi delegado.

É preciso dar um basta,

ele merece ficar enjaulado,

enjaulado, enjaulado, enjaulado, enjaulado, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Vassalo Borval da Bóza –                  Eu servi ao Rei antigo,

trabalhei com a cambada.

Novo Rei ficou comigo,

se meteu em enrascada.

Eu cansei do populista,

apoiando a cachorrada.

Resolvi virar artista,

cineasta da moçada.

Deputado como ator,

muita cena debochada,

Filmei podres do pastor

e também da deputada.

Exibí podres do Rei

e dos sérios de fachada.

Os canalhas dedurei:

delação bem premiada.

Meirinho – Eis mais outro acusado, que no roubo não é calouro: Ioarrín Kouriz, Rei do Gado, Senhor da Bezerra d’Ouro!

Coro do Povo – Desse Rei conheço o jogo,

as artimanhas e habilidades.

É famoso o demagogo,

ele merece ir pra trás das grades,

das grades, das grades, das grades, das grades …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Iaorrín Kouriz –                                 No meu gado ninguém toca.

Por que essa acusação?

Vocês fazem só fofoca

do bezerro de um milhão.

Eu adoro este meu povo:

ele sempre tem razão.

Eu me sinto ainda novo

pra enfrentar nova eleição.

Meu discurso, em cada estrofe,

vai empolgar a multidão.

Se eu perder é catrastófe,

se eu ganhar é salvação.

Eu envio aos inimigos

meu abraço e meu perdão.

Aos amigos mais antigos

mando beijo ao coração.

Meirinho – Eis agora a feiticeira cheia de delito: a Bruxa Ouvides Grito!

Coro do Povo – Essa bruxa é uma cobra,

até parece serpente rasteira.

Ela é cheia de manobra,

ela merece é ir pra fogueira,

fogueira, fogueira, fogueira, fogueira, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Bruxa Ouvides Grito –                      Vocês pensam que sou bruxa.

Toda gente, nessa orgia,

logo fala, desembucha:

sou a voz da maioria!

Eu fui uma professora,

forte fui na Academia.

Eu cheguei a ser Doutora,

eu vivi muita alegria.

Na política eu entrei,

abracei a burguesia.

A carreira acabei

pra fazer demagogia.

Defendi Educação,

já sonhei com utopia.

Comecei na religião,

acabei na vilania.

A verdade vem depois:

candidata em agonia

logo enche o caixa-dois

e a vergonha logo esfria.

Não sou ave de rapina!

Pra que tanta rebeldia?

Na bolsa, pouca propina.

Muito pouco eu recebia.

Meirinho – Eis outro réu, vergonha que fala sorrindo: o Reverendo Benedictus Dormindo!

Coro do Povo – Benedictus esperto,

tá envolvido e tá encrencado.

Foi agora descoberto,

ele merece ver o sol quadrado,

quadrado, quadrado, quadrado, quadrado, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Reverendo

Benedictus Dormindo –                     Pra que tanta indisciplina?

Não tô no mundo da lua!

Falam que ganhei propina,

dizem que eu fiz falcatrua.

Pensei que ninguém sabia

da verdade nua e crua.

Descobriram porcaria,

mas a luta continua.

Mas ficou muito bonito

o asfalto desta rua.

Mas será o benedito?

E a luta continua!

Com a força da igreja

a maldade só recua.

Canto em dupla sertaneja

e a luta continua!

Meirinho – Outro réu! Da serpentte eu ouço o chocalho: Príncipe Augustus Baralho!

Coro do Povo – Deste sempre ouvi falar,

conversa mole eu vejo, eu ouço.

Ele vai se desculpar,

mas merece ir pro calabouço,

calabouço, calabouço, calabouço, calabouço, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Príncipe Augustus Baralho –            Não estou neste atoleiro,

não mereço esse tranco.

Meu contato com dinheiro

teve início lá no banco.

Eu mudei de atitude,

mas agora eu sou bem franco:

não entendo de Saúde,

mas ganhei um cheque em branco.

Meirinho – Outro acusado, mestre das sem-vergonhices: o Vassalo Rogê Rolíces!

Coro do Povo – Este veio de repente,

sempre aprovando projetos furados.

É um mero conivente,

ele merece trabalhos forçados,

forçados, forçados, forçados, forçados, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Vassalo Rogê Rolíces –                      Quê que é isso? E o meu boneco?

Vou ter que jogar no ralo?

Companheiro de boteco,

sou fiel, eu sou vassalo.

Todos querem me cassar:

não vou mais cantar de galo.

Vou então ter que cortar

o meu rabo-de-cavalo.

Eu pensei que o recesso

fosse um ótimo intervalo.

Do mandato me despeço,

pois o povo vai cassá-lo.

Meirinho – Outro acusado vamos ouvir: o mestre em ações irregulares, Gran Vizir Ben no Início Tavares!

Coro do Povo – Esse até já confessou,

vimos aquela vergonha no vídeo.

Sua história acabou,

ele merece é ir pro presídio,

presídio, presídio, presídio, presídio, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Gran Vizir

Ben no Início Tavares –                     Moça de cabeça oca

lá no barco ancorado.

Ela então caiu de boca,

eu fiquei bem sossegado.

A barcaça afundou,

não pude sair a nado.

Ela nem soube que sou

um honesto deputado.

As propinas que ganhei

foi pra gente do meu lado.

Escrevi bastante lei.

Eu não posso ser julgado.

Meirinho – Um bobo da corte é acusado de ladrão: Pônei Nêmer, o Truão!

Coro do Povo – Conhecemos o truão,

bobo da corte bastante maroto.

Conhecido espertalhão,

ele merece é ir pro esgoto,

esgoto, esgoto, esgoto, esgoto, esgoto, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Truão Pônei Nêmer –                        Nem à toa, nem boêmio,

aderi ao banditismo.

Logo então me deram prêmio:

me confiaram o Turismo.

Todos somos bons guerreiros,

pra que tanto fanatismo?

Eu espero, companheiros,

que respeitem meu cinismo.

Todos entram na bolada,

por que tanto moralismo?

Roubei pouco, quase nada,

Vamos sem radicalismo.

Meirinho – Eis o próximo réu. É um prazer acusá-lo: o Vilão Aires, um Vassalo!

Coro do Povo – O baixinho tem propina,

lá na cueca e no paletó.

Completemos a faxina,

Ele merece ir pro xilindró,

xilindró, xilindró, xilindró, xilindró, …

Juiz Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –      Silêncio!

Vassalo O Vilão Aires –                     Neste conto-do-vigário

sou do time dos frangotes.

Pra me verem no cenário

só subindo nos caixotes.

Sei que o roubo não é pouco,

assistí dos camarotes.

Fui vassalo do Rei louco

e do outro que deu lotes.

Eu andei bem escondido,

eu sumi dos holofotes.

Me filmaram constrangido

com propina em pacotes.

Meirinho – Um acusado religioso, com sujeira à flor da pele: Reverendo Júnior Embromelli!

Coro do Povo – Embromelli, Embromelli,

faz oração quando ganha propina.

Mesmo que ele reze e apele,

ele merece é ir pra latrina,

latrina, latrina, latrina, latrina, …

Juiz Voxprópolis Voxprópolis (gritando, interrompendo o povo) –         Silêncio!

Reverendo Júnior Embromelli –      Meus irmãos, povo querido,

sou um grande homem de bem.

Se me chamam de bandido

digo amém, amém, amém.

A oração que faço agora

não me rende um vintém.

Mas se a grana vem na hora

digo amém, amém, amém.

Quando faço a oração

sem propina, sou ninguém.

Se me pagam comissão

digo logo: amém, amém!

Não mereço pontapé,

a propina me faz bem.

É o dízimo da fé

que me faz dizer: amém!

Juiz Voxprópolis –                             Nós ouvimos bem atentos

preleções de cada réu.

Percebi tristes momentos

de uma torre de babel.

Muitos chegam ao cinismo

de entrarem num papel

de assumido banditismo,

e de roubo a granel.

Um lançou forte veneno

como feia cascavel.

Outro fala, obsceno,

de uma prática infiel.

Tem até dissimulado,

que antes do papel cruel

já havia envergonhado

violando o painel.

Eu condeno o bando novo,

criminosos de aluguel

cá trazidos pelo povo

que não teme o tropel.

Todo o povo desta aldeia

bem merece um lauréu.

Os réus vão para a cadeia,

pro povo eu tiro o chapéu.

Coro do Povo –                                  De pé, cidade envergonhada!

Seu povo quer paz e honestidade.

Esta cidade

da inovação,

quer civilidade,

quer libertação.

Contra o desmando,

a exploração,

fora o bando

da corrupção!

Vamos além!

Seja onde for,

prendam também

o corruptor.

Nossa cidade

especial,

quer igualdade

e justiça social.

(não cai o pano, porque na rua não tem panos, nem nada por baixo dos panos:

só nos gabinetes tem coisas por baixo dos panos)

FIM


Márcia Veras e Toninho Maya

fevereiro 4, 2010
Show:
Sexta-feira: 19.02.2010
19:00
Café da Rua oito
SCLN. 408 bl. “B” lj.20
Márcia Veras, cantora e atriz, iniciou sua jornada artística aos 13 anos de idade cursando a Escola de Música de Brasília e fazendo parte do grupo Sucata de Teatro de Brasília. Atuou em diversas peças teatrais como atriz, cenógrafa, roteirista e diretora. A partir dos anos 80 passou a dedicar-se mais à música, participando de shows em Brasília, Goiânia, Rio e São Paulo, além de shows no centro de estudos brasileiros na Argentina e Paraguai, junto a artistas de expressão da cidade, entre os quais Tony Botelho, Paulo Noronha, Nelson Faria, Lula Galvão, Gamela e outros.
Participou de diversos festivais e projetos culturais relevantes.
– projeto cabeças, projeto fim de tarde no foyer da villa lobos, participou da criação do projeto jogo de cena.
– da fundação do clube da bossa e do jazz junto ao professor Gamela nos anos 80.
Elaborou shows teatrais, tanto no Brasil como no centro-sul da Europa, sempre exaltando os valores da cultura poética e musical brasileira. Residindo em Portugal por 10 anos, apresentou-se em diversos palcos de expressão mundial como: Palácio de Cristal, Castelo de São Jorge, Palácio da Bolsa e outros com apresentações musicais, apresentou-se em dois programas ( Bom Dia e Às dez) nas televisões portuguesas apresentou shows de bossa jazz, por toda rede Sheraton de hotéis em todo centro sul europeu como contratada. De volta ao Brasil, desenvolveu projetos inserção profissional artístico musical ao lado da professora Ana Lúcia com a banda Surdodum (banda formada por 14 jovens percussionistas, portadores de deficiência auditiva), em shows em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, alguns destes shows ao lado de Dona Ivone Lara e Lecy Brandão. Teve participação marcante na Campanha Contra o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes, interpretando a canção que se transformou no emocionante hino da campanha. Interpretou a cantora Elis Regina por ocasião do show de lançamento do selo em sua homenagem, promovido pelos Correios e Telégrafos entre outros. Participou do show de inauguração do auditório do museu nacional de Brasília.
Como produtora realizou diversos shows e peças teatrais do Teb (teatro espírita de Brasília)
Elaborou e produziu o espetáculo “Canto para o Gamela” que levou 130 músicos ao palco num show de 4 horas de duração com a participação de alguns dos artistas brasilienses mais bem conceituados no Brasil e no mundo.
Participou de diversos comerciais de televisão e programas musicais, principalmente com trabalho “Márcia Veras Canta Fernando Pessoa”, em que interpretou o poeta português.
Sua atuação no cinema também é significativa. Participou de diversos curtas como coadjuvante e protagonista, inclusive no filme “Reencontro”, do cineasta Eduardo Sodré.
À convite do SESC-DF, Fecomércio, Telebrasília, Embaixada de Portugal, Unb e outras entidades, o show  Márcia Veras canta Fernando Pessoa ficou por três anos em cartaz, tendo tomado parte de outras formações musicais e teatrais Márcia Veras vem se mostrando sempre atuante seja como cantora, atriz, produtra, diretora ou professora de intepretação.

Usando de sua criatividade latente criou e elaborou diversos projetos em diversas áreas como:
1º FITI – primeira feira internacional de tecnologia e informática
BIA Brasília – Bienal da Indústria agropecuária
Eco Brasília – Fórum de Ecologia de Brasília e Entorno
Ecoa Brasil – Mostra de Ecologia e Agricultura
Beco das Artes – Núcleo artístico de ocupação a menores carentes e meninos de rua
1º Fórum da Saúde Homossexual
1º fórum da Saúde da Melhor Idade
Capital musical – projeto de expansão artístico do Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília
Atualmente tem se apresentado pontualmente em shows pela cidade ao nome de grandes músicos como: Nilson Chaves, Billy Blanco, Paulo Noronha, Mestre Gamela, Gabriel Grossi e outros. Vem participando como convidada especial e fazendo abertura para nomes com maior projeção na mídia.
cantoramarciaveras@gmail.com

Guitarrista e violonista brasiliense, vem atuando no cenário musical da cidade desde 1978, momento em que fundou o grupo de música instrumental Chakras, conjunto que também contou com a participação do tecladista Renato Vasconcellos.A formação musical de Toninho Maya foi impactada pelo efervescente ambiente musical da Colina, quadra residencial dos professores e funcionários da UNB, de onde surgiram também as bandas de rock brasiliense como Capital Inicial,Plebe Rude e por onde também passou a Legião Urbana, de Renato Russo, nos anos 80.

Toninho morou na Colina de 1964 até 1978, onde pode desfrutar da amizade dos integrantes dessas banda, passando a adolescência juntos e compartilhando as atividades de lazer e cultura. Nessa época as inspirações vinham dos mestres da guitarra como Jimy Hendrix e Eric Clapton, além de outros astros e bandas de rock como Led Zeppelin, Pink Floyd, The Who, além dos Beatles.

Enquanto os roqueiros colinenses buscavam o punk rock e do New Wave inglês, Toninho Maya aprofundou seus estudos harmonicos e melódicos recebendo as influências de George Benson, Jim Hall, Barney Kessel, Pat Martino, Pat Metheny, além de outros grandes jazzistas como John Coltrane, Charlie Parker, Bill Evans e Michael Brecker

A partir da metade dos anos 80, o Rádio Center, imóvel comercial localizado no começo da W 3 Norte, tornou-se ponto preferido para os ensaios de diversos grupos musicais de Brasília. Os artisitas locavam as salas daquele edifício para prepararem suas apresentações, o que acabou tornando aquele prédio ponto de convergência de vários estilos e tendências musicais da cidade.

Dentro desse contexto, Toninho Maya acompanhou diversos artistas da cidade, como as cantoras Zélia Duncan, Cássia Eller e Lea Costa, além de nomes expressivos da cultura candanga como Renato Matos e Adriano Faquini, tocando também em diversas apresentações do Trio Elétrico Massa Real.

Nesse período também foi criada a Banda Artimanha, que teve a participação dos músicos JorgeHelder, Ademar Boca, Adriano Giffoni, Renio Quintas, Vidor Santiago, Hebes Vaz, além de Toninho Maya. Essa Banda teve papel atuante no cenário musical de Brasília, com participação destacada nos vários Festivais de Jazz promovidos pela Casa Thomas Jefferson.

A Banda Artimanha, nesses Festivais,  dividiu o palco com músicos internacionais e expoentes da música instrumental brasileira como Chico Freeman, Vall Elley, Billy Harper, Grupo Pau Brazil, Rio Jazz Orchestra, Divina Increnca, Quinteto Nelson Ayres, dentre outros.

Em 1990, Toninho Maya e o cantor e compositor Flávio Faria inauguraram, também no Rádio Center, o Estúdio Artimanha, aproveitando o mesmo nome da banda que fora desfeita.
Esse  Estúdio realizou várias produções musicais na área de jingles e trilhas sonoras, com campanhas premiadas pelos orgãos de marketing. Além disso, um número muito grande de artistas brasilienses gravaram seus trabalhos no Artimanha,dentre os quais podemos citar o grupo Os Raimundos, Célia Porto, Grupo Naipe, Luciano Fleming, Rosa Passos e Renato Matos.

Toninho Maya, após essa atuação como produtor musical, passou a dedicar-se de maneira maisespecífica às atividades na área Gospel, a partir de suas experiências pessoais no campo religioso. Desde 1998 vem participando de várias Igrejas Evangélicas, tocando violão e guitarra nos cultos de louvor e adoração a Deus.

Com o fechamento do Estúdio Artimanha, em 2002, Toninho passou a investir num trabalho com composições instrumentais próprias e temas clássicos da MPB e Jazz, tocando em bares e casas noturnas como Enjoy, Shlob, Gates Pub, Bistrot Bom Demais, Rayuella, Feitiço Mineiro e Latitude 15.

Nessa nova fase, os temas receberam abordagens acústicas, nos violões com cordas de aço e de nylon, bem como toques de jazz, funk e rock, nas guitarras eletrificadas.

O trabalho autoral de Toninho Maya tem acompanhamento de músicos experientes da cidade, com sax, teclados, bateria e baixo. Suas musicas, com multiplas influencias, mostram a uniao da força das guitarras distorcidas, o suingue afro-latino, a riqueza dos timbres eletro-acusticos e a beleza e sofisticação das harmonias e melodias do jazz e da música brasileira.

No repertorio estão presentes composições próprias como Tudo Novo, Ágape, Subida, Moldura, Minha Provisão, Pesca Maravilhosa, Abre O Coração e Vinde a Mim.