Quando puder, apareça na nossa casa, na nossa rádio, na nossa vida*
Quando quiser faça uma fogueira e jogue fora todas as dívidas
As vezes o mundo fica desaparecendo
Parece sombra com medo
Eu só não sei do que
Quando houver tempo, lua ou sereno
Vê se joga fora a chave das despedidas
O relógio está contando os domingos
A vida está cobrando os suspiros
Ontem mesmo quis matar um inimigo
As olimpiadas das mentiras
Quando não tiver mais para onde ir
Lembre pelo menos dos amigos a sumir
As tempestades na televisão
As notícias no rádio devolvendo a paixão
Viver pode ser dançar sem musica
Materializando os passos, o som
Quando é muito vago
Ontem já passou
Hoje pode ser agora
Odeio esquecer
Lembro sempre de bobagens
Fumaça fazendo sinal para eu acordar
Onde eu fui ontem?
O que foi mesmo que eu fiz?
Com quem eu falei?
O que foi realmente o que eu disse?
Casas deveriam ser casulos
Os sonhos deveriam ser o mundo
Ninguém merece essas cidades
Imagine o infinito dando voltas no escuro
Vou poder
Vou aparecer
Vou visitar
Vou sintonizar
Vou vivenciar!
Cabeto Rocker (*a partir da frase da PP)
CABETO ROCKER
PRODUÇÕES CULTURAIS
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Brasília- DF
PP _ <Paula Moura>